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O CAVALO E A GRANDE MASSA


      Recentemente li um livro chamado Jogada de Marketing. Este livro conta como os grandes clubes do futebol brasileiro se tornaram verdadeiramente “grandes clubes mundiais” por utilizarem a estratégia de aumentar continuamente sua massa de fiéis torcedores, e consequentemente, sua visibilidade na mídia, gerando maiores lucros.
      Claro que é incoerente comparar o futebol, que é uma “paixão nacional”, com eventos eqüestres. Mas o que requer urgência é a real necessidade de “profissionalizar” o cavalo, dedicando-lhe maiores espaços na mídia, principalmente a falada e escrita para que haja uma elevação e sua consolidação frente ao grande público.
      Enfim, não podemos deixar de nos preocupar com as seguintes questões:
      - Quanto houve de crescimento do mercado de produtos voltados ao cavalo?
      - Quanto houve de aumento de público que acompanha os eventos que envolvem o cavalo? Quanto deste mercado eqüestre é exposto na mídia?
         São questionamentos que precisam de respostas. 
         Segundo um relatório feito pela CEPEA/ESALQ/USP, os estudos sobre o dimensionamento da indústria do cavalo – incluindo todas as atividades a ela relacionadas – até hoje não foram realizados  com a devida profundidade e extensão. Mesmo o governo, através de seus ministérios e órgãos tem dado pouca atenção ao tema. Ao contrário de bovinos, aves, suínos e ovinos, os equinos não aparecem com destaque nas pesquisas e censos governamentais.
  Ora, se o Brasil possui o terceiro maior rebanho equino do mundo, com 5,9 milhões de cabeças e gera atualmente 3,2 milhões de empregos diretos e indiretos, por que não merece atenção e destaque nas pesquisas e censos governamentais?
           A equinocultura precisa se profissionalizar. O cavalo não deve mais ser tratado como hobby pela grande massa. As pessoas precisam saber que a indústria do cavalo existe e deve ser respeitada por sua importância na economia do país. Os grandes criadores, treinadores e investidores precisam ficar sabendo que é importante expandir os horizontes. Abandonar de vez a idéia de que seus negócios são “familiares” e se tornarem empresas com estratégia e visão.
 Hoje existem inúmeros profissionais do cavalo que estão sendo formados nas faculdades de equinocultura, como gestores dessa área e ansiosos por colocar em prática seu conhecimento gerencial. A
profissionalização do negócio “cavalo” enfrenta um de seus maiores desafios: a conquista desse mercado tão carente de inovação estratégica.

João Carlos Freitas
jcf2008@gmail.com

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