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Raça: Brasileiro de Hipismo

Brasileiro de Hipismo - BH

Origem: Brasil

Altura: 1,65 (fêmea) e 1,68 (macho)

Pelagem: todas as cores e tonalidades

De temperamento dócil, o BH é um cavalo de porte médio, estrutura forte, linhas harmoniosas, com andaduras ágeis, elásticas e extensas.

O cavalo de sela brasileiro, batizado de cavalo brasileiro de hipismo (BH), foi desenvolvido a partir do cruzamento das raças mais aptas aos esportes hípicos, principalmente o puro sangue inglês, o hanoveriano, o westfalen, o holsteiner e o trakehner, entre outros. Em 1977, foi fundada Associação Brasileira de Criadores do Cavalo de Hipismo (ABCCH), com o objetivo de formar e promover a raça brasileira de hipismo. A associação é reconhecida pelo Ministério da Agricultura como a entidade responsável pelo serviço de Registro Genealógico (SRG), o studbook das raças utilizadas para a prática do hipismo no país.

A altura, a estrutura óssea e a andadura adequada, além da leveza, são exigências físicas essenciais para um bom cavalo de salto de obstáculos, e estes foram os parâmetros básicos para a conformação da raça por meio da seleção e do cruzamento.

Com o estabelecimento da associação, iniciaram-se os cruzamentos a partir de garanhões importados ou nacionais, como aptidão reconhecida para os esportes hípicos (especialmente o salto de obstáculos, mas também adestramento, concurso completo de equitação e pólo) com éguas nacionais, com ou sem genealogia reconhecida, mas que apresentassem as características funcionais e morfológicas necessárias para esses esportes.

Para ser registrado como BH, o cavalo deve resultar do cruzamento entre animais de raças aprovadas pelo studbook brasileiro, além de passar por uma análise de conformação e desempenho.

Hoje, o cavalo BH é reconhecido internacionalmente pelas vitórias conquistadas em importantes eventos internacionais, além de fazer parte da World Breeding for Sport Horses, entidade internacional que reúne as associações das raças utilizadas em esportes hípicos em todo mundo.

Nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996, três dos quatro cavalos utilizados pela equipe brasileira eram BH, e garantiram ao Brasil a inédita medalha de bronze na modalidade. Hoje, nos concursos de salto de obstáculos realizados no país, a maioria dos animais inscritos é BH, tendência que deve ser seguida nas competições internacionais.

A formação da raça brasileira de hipismo ainda se encontra em andamento, e o grande número de raças utilizado na formação do BH, por resultar num coeficiente de endogamia próximo a zero, possibilita a implantação de vários programas para o melhoramento genético da raça.


Fonte: Enciclopédia Larousse dos Cavalos 

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