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Quiropraxia

Em termos simplistas, a Quiropraxia é uma prática que restaura afunção da coluna vertebral, auxiliando no bom fluxo dos impulsos nervosos.

Definida como uma terapia manual holística, ou seja, que analisa o problema como um todo e não apenas através de uma visão especializada e pontual, a Quiropraxia trata o animal como um sistema, onde cada elemento se conecta e se combina para formar um conjunto.

De origem grega, o termo “quiropraxia” significa “praticar com as mãos”(quiro= mãos e práxis= prática). A descoberta da terapia foi atribuída ao médico D.D. Palmer em 1895. Desenvolvida como um método de tratamento para disfunções neurológicas e músculo–esqueléticas, bem como para tratar seus efeitos no organismo, a técnica vem sendo cada vez mais utilizada na Medicina Veterinária.

A coluna vertebral de um cavalo possui cerca de 54 vertébras (o número varia em algumas raças, como o Árabe). Dentro dela, passa a medula espinhal que, por sua vez, é formada por tecido nervoso. Os neurônios são responsáveis por transmitir e receber informações (impulsos nervosos) do cérebro para as várias partes do corpo e vice-versa. Quando há qualquer desvio na coluna vertebral, este fluxo de informações é interrompido ou prejudicado. A Quiropraxia age diretamente na vértebra através de “apalpações dinâmicas”, um processo manual que utiliza pressões rápidas que vibram a vértebra e a recolocam no lugar. O mau alinhamento vertebral provoca um pinçamento nervoso, que muda toda a biomecânica e prejudica, além da saúde, o desempenho atlético do cavalo.

Na prática

A Médica Veterinária e doutora em Quiropraxia, Camila Morandini, revela que um cavalo que tem a coluna afetada pode demorar de 4 a 6 meses para demonstrar dor. Com o fluxo nervoso comprometido, os nervos começam a mandar a mensagem errada mas, antes de manifestar dor, o cavalo tenta compensar (muda sua postura a fim de poupar a parte afetada) e somente quando não consegue mais contornar o problema é que a dor se manifesta. Contudo, Camila diz que a dor é boa, é a proteção do animal.

Com o cavalo ao passo ou parado, o quiroprata é capaz de tirar várias conclusões da análise da musculatura e ossos. Normalmente, o profissional pede para ver o cavalo ao passo, em um trote montado e em um galope curto. Se o animal for bem trabalhado, com a musculatura desenvolvida e simétrica, o diagnóstico através somente da visão pode ser impreciso, por isso a necessidade da apalpação. O tratamento varia de duas a seis sessões e, segundo Dra Morandini, muitos proprietários gostam tanto dos resultados apresentados que acabam contratando para seus animais um acompanhamento preventivo mensal.

Esta preocupação preventiva com a saúde do animal – já comum na Europa e nos Estados Unidos – é um comportamento novo no Brasil e sentido também em outros campos da Veterinária. Mais conhecida como uma terapia de tratamento, a maioria das pessoas recorre à Quiropraxia quando o médico veterinário não encontra o problema, seja em uma claudicação crônica, dores na coluna, ou quando notam uma assimetria na musculatura. Porém, este ponto de vista começa a mudar: “No Brasil, estou conseguindo que a Quiropraxia seja preventiva”, revela Morandini.


Sintomas

Diminuição do desempenho, postura anormal, desconforto ao colocar a sela, insubordinação à monta, movimentos bruscos de cabeça atirando-se para trás ou para os lados, mudanças no comportamento, desobediência ao saltar, entre outros sintomas podem ser provocados por um desalinhamento funcional de uma vértebra ou limitação da mobilidade de sua articulação. Quando isto ocorre, o cavalo pode apresentar uma rigidez, tensão ou dor e, consequentemente, uma queda no desempenho.

A cada movimento, o cavalo utiliza muitos músculos sincronizados. Se houver alterações negativas no nervo esta coordenação e sincronia é afetada, causando dor. Para compensar, o animal muda sua postura a fim de restringir os movimentos da vértebra comprometida. Esta compensação leva a problemas secundários, tais como desenvolvimento desigual da musculatura (atrofia ou hipertrofia), lesões nas articulações, tendões ou nos ligamentos dos membros.

As causas para os desvios na coluna vertebral são diversas. Desde um trauma causado por uma queda, tropeços ou acidentes, até transportes de longa duração, problemas no parto, no ferrageamento, problemas com a postura do cavaleiro ou falta de espaço que impossibilita o cavalo correr, dar coices e rolar livremente. Selas que não se ajustam adequadamente às costas dos cavalos são as causas mais frequentes de problemas na coluna vertebral. Vale ressaltar que cada modalidade esportiva força o cavalo de uma maneira e o afeta. Cavalos de Salto normalmente apresentam problemas nos posteriores e nas espáduas. As alterações encontradas nos cavalos de Adestramento, por sua vez, são frequentes nos posteriores e na nuca. Já os cavalos de tambor forçam mais o pescoço e posteriores e os de corridas concentram-se nos membros, tanto posteriores quanto anteriores.


No Brasil

Em nosso país, a Quiropraxia é uma especialização exclusiva de médicos veterinários e é aplicada como complemento à medicina convencional. O número de quiropratas veterinários ainda é pouco expressivo, mas já há cursos de formação e alguns profissionais que atuam no país especializaram-se no exterior.


Fonte: http://www.mundoequestre.com.br/quiropraxia/

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