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Equoterapia : Amplitude e Freqüência do Passo

O passo, por suas características é a andadura básica usada na Equoterapia, se caracteriza por: uma andadura rolada ou marchada (sempre existe um ou mais membros em contato com o solo, não possuindo tempo de suspensão); andadura ritmada (cadenciada, a quatro tempos, isto é, ela se produz sempre no mesmo ritmo e na mesma cadência, que entre o elevar e o pousar de um membro se ouvem quatro batidas distintas, nítidas e compassadas, que correspondem ao pousar dos membros do animal); uma andadura simétrica (todos os movimentos produzidos de um lado do animal, se reproduzem de forma igual e simétrica do outro lado, em relação ao seu eixo longitudinal); a andadura mais lenta (em conseqüência as reações que por ela se produz são mais lentas, mais fracas, resultando em menores reações sobre o cavaleiro e mais duradouras).

O passo caracteriza-se pelo deslocamento dos membros e uma passada traduz-se pelo deslocar de um único membro. A freqüência está em função do comprimento do passo e da velocidade da andadura. Analisando o deslocamento de um cavalo passo a passo, ao final do primeiro minuto, será possível obter quantas passadas foram realizadas, que podem variar de 48 a 70. O cavalo é considerado de freqüência baixa se sua media de passadas for igual ou inferior a 56 passos por minuto. E alta, se for superior a 56 passos por minuto. O ritmo do passo apresenta, em média uma freqüência de 1 a 1,25 movimentos por segundos que leva ao praticante a realizar de 1800 a 2250 ajuste tônicos em trinta minutos de sessão.

Os tipos de amplitude de passada do cavalo são classificados em: transpistar (o cavalo apresenta um comprimento de passo longo quando sua pegada ultrapassa a marca da pegada anterior); sobrepistar (o cavalo possui uma amplitude média, quando sua pegada coincide com a marca da pegada anterior); e antepistar (o cavalo apresenta um comprimento de passo curto quando sua pegada antecede a marca da pegada anterior).

A Federação Eqüestre Internacional define em seu artigo 403 do Regulamento Paraequestre o passo e identifica quatro variantes levando em consideração a amplitude, a freqüência e a atitude do cavalo.

São reconhecidos os seguintes passos: Passo Reunido, Passo Médio, Passo Alongado e Passo Livre. Devendo sempre haver uma nítida diferença na atitude e no transpistamento, nestas variações.

Passo Reunido


O cavalo, conservando-se "na mão", move-se resolutamente para frente com seu pescoço sustentado e arredondado e, demonstrando uma nítida auto- sustentação.

A cabeça aproxima-se da posição vertical, devendo ser mantido leve contato com a boca. Os posteriores engajam-se sob a massa com uma boa ação dos jarretes. A andadura deverá manter-se marchada e enérgica, com uma sucessão regular do pousar dos membros.

Cada passada cobrirá menos terreno e será mais elevada que no passo médio porque as articulações se dobram com mais intensidade. O passo reunido é mais curto que o passo médio, embora mostrando mais atividade. O cavalo antepista-se ou quando muito sobrepista-se.

Passo Médio


É um passo claro, regular e fácil, com um alongamento médio. O cavalo conservando-se "na mão” marcha energeticamente, porém descontraído, num passo igual e determinado, os posteriores apoiando-se no solo à frente das marcas dos anteriores (ou sobrepista) 0 cavaleiro conserva um contato leve, macio e constante com a boca de seu cavalo, permitindo o movimento natural da cabeça e do pescoço.

Passo Alongado


O cavalo cobre o máximo de terreno possível, sem precipitação e sem perder a regularidade de suas batidas. Os posteriores pousam nitidamente à frente das marcas dos anteriores. O cavaleiro permite que o cavalo alongue seu pescoço e avance sua cabeça (para frente e para baixo) sem, todavia, perder o contato com a boca e o controle da nuca. O chanfro deve estar nitidamente à frente da vertical.

Passo Livre

O passo livre é um andamento de repouso no qual se deixa ao cavalo inteira liberdade para baixar a cabeça e estender o pescoço. Quando o pescoço alonga para frente e para baixo, a boca deverá atingir mais ou menos a linha horizontal correspondente às espáduas. Um contato consistente e elástico com as mãos do cavaleiro deve ser mantido. A andadura deve manter seu ritmo e o cavalo deve permanecer leve nas espáduas, com os posteriores bem engajados.



Autor: Eduardo Colamarino

Bibliografia

Associação Nacional de Desenvolvimento da Equoterapia (ANDE-BRASIL). Apostila. Brasília, DF, 2000.
ANDE Brasil. Anais do primeiro Congresso de Equoterapia. Brasília, 1999.
__________. Primeiro Curso Básico de Equoterapia desenvolvido pela Associação Nacional de Equoterapia. São Paulo, 2002.
__________. Curso Básico de Equitação para Equoterapia. Brasília, 2007.
CIRILLO, Lélio de Castro. Reeducação pela equitação. In: ANEq – Associação Nacional de Equoterapia. Brasília, 1992.
DIAS, E, & Medeiros, M. (2002). Equoterapia: bases e fundamentos. Rio de Janeiro: Revinter.
WALTER, Gabriele. Manual do Curso de Formação de Instrutores Equitação Especial. Fundação Rancho GG – Centro de Treinamento e Pesquisa de Equoterapia. Ibiúna, SP, 2007.

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